Copa do Mundo de Vôlei Feminino – Brasil vs Japão (SPORTV) 13.11.2011

Filed Under (Volley) by Jozil de Lima on 13-11-2011

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Fecha a conta e passa a régua.

É o que dá fazer depois da derrota de ontem por 3 a 0 para o Japão (26/24, 25/19 e 25/23).
E lembrar que faz 1 ano de uma das maiores viradas desse exato time sobre o mesmo japão no campeonato mundial. Acrescentando, foram outros 3 a 0 em cima da Italia, com 25 a 7 no terceiro set.

Em quadra, como titulares, Fabíola, Sheilla, Fabiana, Thaisa e Fabi.
No jogo de hoje, a adição de Mari em nada acrescentou. E assim segue irreconhecível na Copa do Mundo.

Diante do Japão, o Brasil começou a partida até jogando bem. Liderou o placar em boa parte do primeiro set, mas cedeu a vitória no final.
No segundo set, a comissão técnica seguiu tentando fazer Mari jogar de qualquer forma. E não adianta. A troca por Sassá é mais que previsível e por vezes, chega tarde demais, 25/19.
O time tenta, mas os erros de ataque se sucedem, enquanto as japonesas conseguem manter volume de jogo. Em 25/23, tem a segunda derrota seguida por 3 a 0 e a vaga olímpica deve vir somente em outra competição.

Impressiona como basicamente o mesmo time do ano passado não consegue mais jogar bem. Em 2010, o restante do time-base era formado por Natália e Jaqueline, que, lesionadas, estão fora da Copa. Atualmente, Paula Pequeno e Mari são as titulares. Era para ter tamanha diferença? Definitivamente, não.

Os indices de aproveitamento em ataque são risíveis pra um time do nível da seleção brasileira. Curioso, pois sempre foi um fundamento naturalmente forte.

O clima dentro de quadra é nitidamente carregado. Ao mínimo sinal de dificuldade, o time desmorona.
Basta notar o close nas jogadoras depois de um insucesso.
As parciais foram até mais justas, mas a dificuldade em definir as jogadas é enorme. Inversamente proporcional a facilidade com que se toma os pontos.

José Roberto Guimarães e sua comissão técnica precisarão refletir muito na volta ao país.
Fica uma aura de “desrespeito” em pensar em sacar algumas campeãs olímpicas, mas é também falta de respeito o que jogadoras como Mari, Fabi, Fabiana, vem apresentando.
Podem ser talentosa, etc, mas “valeu pelos serviços prestados”, e é tchau e bença.
Um sentimento de “zona de conforto” na titularidade de algumas jogadoras se estabeleceu no time.

Em outros esportes, leia-se futebol, sabemos bem o que o declínio técnico 1 ano antes de uma competição top pode causar.

Jogadoras que estiveram na Copa Yeltsin se deram muito bem.
Priscila Daroit, Natasha, Ana Tiemi podem perfeitamente fazer parte do grupo, inclusive serem titulares.

Apenas assim vai poder sonhar com o bicampeonato olímpico.

Classificação, com pontos e jogos, com número de vitórias entre parênteses

1º Itália 23 e 8 (8)
2º EUA 21 e 8 (7)
3º China 19 e 8 (6)
4º Alemanha 18 e 8 (6)
5º Japão 16 e 8 (8)
6º Brasil 12 e 8 (5)
7º Sérvia 11 e 8 (3)
8º Argentina 9 e 8 (3)
9º República Dominicana 8 e 8 (3)
10º Coreia 4 e 8 (1)
11º Argélia 3 e 8 (1)
12º Quênia 0 e 8 (0)

Copa do Mundo de Vôlei Feminino – Brasil vs Italia (SPORTV) 12.11.2011

Filed Under (Volley) by Jozil de Lima on 12-11-2011

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Fica até complicado uma análise do jogo.
Foi um passeio completo da Itália. Um volume de jogo absurdo.
O famoso 3 x 0 sonoro (25-23, 25-16, 25-22).

O Brasil abusando de um preciosismo no ataque, meias batidas, tirando do bloqueio, paralela.
Sendo que o bloqueio italiano é baixo.
As ponteiras estão inoperantes.
A levantadora frita a cabeça pra imaginar que jogada fazer. Ficar alternando Fabíola e Dani Lins é trocar 6 por meia dúzia.
Digo e repito, o problema da seleção passa longe de ser de levantadora.

Chegamos a ter quase 50% de erros de ataque!! 50%!!

O saque está uma mãe. Paula Pequeno sacando do chão!!!
A única com saque minimamente eficaz é Sassá. A única com viagem. As demais, todas, com “saque tático”, que é mais passar pro outro lado.
O passe italiano trabalhou numa boa, tranquilo.
Aliás, Sassa em todos os jogos que entra, muda o panorama.

Adenizia, apesar de quase 10cm menos do que Fabiana, se mostrou muito mais dinâmica, rapida e salta demais.

E um pouco de cuidado quanto a caça as bruxas.
Um time que nos últimos anos, a pior classificação nas competições é 2º ou 3º não pode desaprender a jogar assim, de um instante para o outro.
Mas também, é público e notório que o problema passa além da esfera técnica. Foi levantada a bola lá no início do campeonato sobre problemas de relacionamento dentro do grupo.

O que fazer com a Mari?

Ela parece um zumbi em quadra.
E aqui ninguém está querendo ela toda serelepe. Até porque nunca foi o estilo dela.
Mas está visivelmente deslocada no grupo.

Zé Roberto e a comissão técnica tentam a todo custo fazê-la jogar.
Sai durante o set, retorna no início do outro. Volta a sair.
Entra a meia batida em quase todas as bolas. Pulando uma gilete deitada.
Parece sem vontade de estar ali. Incomodada por estar ali.

Mari é talentosa sim. Mas tudo tem limite também.
Mas o problema é ela?  Então saca ela?
Ou o problema são outras que não querem ela? E ae, saca as outras?
Como diria Vicente Matheus, uma faca de dois legumes.

Copa do Mundo de Vôlei Feminino – Brasil vs Servia (SPORTV) 09.11.2011

Filed Under (Volley) by Jozil de Lima on 09-11-2011

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Ufa!!

Não poderia começar de outra forma.
Muito melhor do usar o velho bordão “HAAAAAAAAJA CORAÇÃO” de um certo narrador ae :P .

O Brasil começou perdendo os dois primeiros sets diante de uma quase seleção juvenil da Sérvia. Sem contar com 4 titulares da final do último Europeu e provavelmente as 4 principais jogadoras da equipe (Ognjenovic, Nikolic, Brakocevic e Rasic). Nenhuma jogadora do Brasil tinha idade menor do que a média de 21 anos do time Sérvio. O time mostrou uma grande qualidade e fez uma belíssima apresentação contra o Brasil.

Em time que termina ganhando, começa jogando. E Fabíola dessa vez era titular.
O time do Brasil começou a partida com Fabiana, Fabíola, Paula Pequeno, Thaisa, Mari, Sheila e a líbero Fabi. Entraram no decorrer Dani Lins, Tandara, Sassá, Dani Lins e Camila Brait.
Mas apresentando uma apatia incomum, um abatimento visível, foram logo os 2 primeiros sets embora. A seleção brasileira mostrou poder de reação e, no tie-break, derrotou a Sérvia por 3 sets a 2 (21/25, 21/25, 25/18, 25/19 e 15/12), conhecendo sua quarta vitória na Copa do Mundo no Japão.
Recorremos a Sassá no lugar da “alma” da Mari, porque, como foi dito na transmissão, com a Mari na quadra, Brasil joga com 5.
E  colocar Camila Brait como jogadora efetiva, sem ser na sua posição de origem, libero, pode parecer uma aura de professor Pardal do Zé Roberto, mas é a única solução pra dar volume de passe e defesa.

No resumo da ópera, vitória é vitória.
E que você também pode aprender vencendo. Pode sim tirar lições.
O brasil ganhou porque arriscou. Só ganha se arriscar.
Existe um mínimo de poder de reação.

Trocar de levantador nessa situação é meio, como no futebol, mudar o técnico.
É mais fácil queimar uma substituição do que 5!
Em todo caso, a Fabíola ou cometeu um pecado capital ou eu não entendo porque não é titular de vez.
Da mesma forma que a Dani Lins vinha sendo titular e acertadamente tinha que se dar tempo e experiência a ela. Paciência, não significa um demérito absurdo você sair de uma seleção e futuramente voltar.
Mas o problema, nem de longe são as levantadoras.
E por favor, parem por aqui as viúvas da Fernanda Venturini. POR FAVOR!!

Outro ponto que gostaria de ressaltar.
Há muito “preciosismo de paralela” no time do Brasil. Meio que Ronaldinho dando passe sem olhar. É exagerado. Toda bola, precisa de “um toque de classe”.
A Sérvia ataca pra frente, sem mudar a direção entre a mão e o corpo.
Falta chegar rasgando de frente na diagonal.

Foi levantado se o clima dentro da seleção é bom. E ae não se sabe se as jogadoras que estão estouradas, etc.
Se a instabilidade pela qual tem passado nossa seleção brasileira, se dá pelo cansaço fisico e mental. Como todo mundo sabe, Ze Roberto optou por ir com força maxima a todas competições visando preparar o time para a Copa do Mundo.
E ae, como diria Vicente Matheus, “é uma faca de dois legumes”.
Mas nesse caso, pra mim, o que é importante não é a resposta. É a pergunta.
Se a pergunta foi feita, é porque tem alguma coisa.

O próximo compromisso do Brasil será sexta-feira, contra a China, em Sapporo, novamente às 4 horas (horário de Brasília), com transmissão da Globo e do Sportv. IItália, Estados Unidos (que jogam nesta quarta contra Alemanha) e China estão à frente das brasileiras.

Confira outros jogos desta quarta-feira:

China 3 x 0 Argentina (25/10, 25/18 e 25/23)
Coreia 3 x 0 Quênia (25/21, 25/15 e 25/14)
Itália 3 x 0 Argélia (25/14, 25/14 e 25/15)

Alemanha 3 x 0 EUA (32/30, 25/19 e 26/24)

Copa do Mundo de Vôlei Feminino – Alemanha vs EUA (SPORTV) 09.11.2011

Filed Under (Volley) by Jozil de Lima on 09-11-2011

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Alemanha marcou a maior vitória na Copa do Mundo até agora, quando derrubou as então invictas norte-americanas em 3 sets (32-30, 25-18, 26-24) nesta quarta-feira.

Maren Brinker recebeu o prêmio de melhor jogadora, depois de marcar 14 pontos. Angelina Grun foi a maior pontuadora com 21 pontos. Corina Ssuschke-Voigt também teve 14 pontos, enquanto Margareta Kozuch fez 10 para a Alemanha. Nos EUA, Desinee Hooker fez 18 pontos. Logan Tom e Foluke Akinradewo 14 e 11 pontos, respectivamente.

 

Copa do Mundo de Vôlei Feminino – Brasil vs Alemanha (SPORTV) 06.11.2011

Filed Under (Esporte) by Jozil de Lima on 07-11-2011

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No terceiro dia da Copa do Mundo, o Brasil conseguiu sua primeira vitória de peso. Apesar disso, o jogo foi uma gangorra, uma atuação oscilante em 3 sets a 1 (25/21, 23/25, 25/23 e 25/21) e quebrando a invencibilidade da Alemanha. Dessa vez, quase que finalmente, as centrais brasileiras apareceram bem. Thaisa foi a maior pontuadora do jogo com 18 pontos ao lado de uma grande atuação da ponteira Maren Brinker. Nesta segunda-feira, o time viaja para Toyama, onde disputará a segunda fase a partir de terça, dia 8. O próxima adversário será a Coreia do Sul. Com o resultado deste domingo, o Brasil fica com seis pontos, mesmo número da Alemanha.

A nota triste fica por conta da torção de tornozelo direito de Fernanda Garay. Ao descer de uma tentativa de bloqueio pisou em Christiane Furst e saiu de quadra carregada, chorando.

Apesar de começar a embalar e jogar melhor, uma coisa me chama a atenção, a falta de potência do Brasil.
Curiosa situação, porque, segundo relatos, as jogadoras estão mais fortes, pesando mais, mas seria de massa muscular.
Perto de outras seleções, nosso saque é bastante lento e simples.
Por mais que se tenha um flutuante, aqui, ali, toda seleção ter o mesmo padrão é um ponto falho. Salvo exceção a Sassa, única com um viagem forte. Mas também vem perdendo potência.

No ataque, muita meia batida, muita colocada.
E ninguém ponha apenas na conta da Dani Lins e Fabíola.

Veremos daqui pra frente.

Resultados deste domingo na Copa do Mundo

Em Hiroshima
Itália 3 x 0 República Dominicana – 28/26, 25/13 e 25/12
Argentina 3 x 1 Argélia – 25/18, 25/12, 20/25 e 25/16
China 3 x 2 Japão – 20/25, 25/19, 20/25, 25/23 e 15/13

Em Nagano
Sérvia 3 x 1 Quênia – 19/25, 25/22, 25/11 e 25/11
Brasil 3 x 1 Alemanha – 25/21, 23/25, 25/23 e 25/21
Estados Unidos 3 x 0 Coreia do Sul – 25/10, 25/12 e 25/23