Além de começar com um “UFA”, vamos acrescentar “até quando?”
Na madrugada em Sapporo, Japão, com o mesmo drama dos outros jogos o Brasil fechou num 3-2 incrível (25-23, 25-27, 21-25, 25-20, 17-15). No jogo de maior pontuação da competição até o momento, ambas as equipes alternaram a liderança no placar.
E pra queimar mais uma vez a minha língua, Paula Pequeno vem se transformando numa jogadora titularíssima.
Que dá um pouco mais de volume de passe. O grande calcanhar de aquiles da seleção.
Fabíola está operando um milagre a cada ponto. Tamanha é a imprevisibilidade do time no passe.
A China, com uma seleção jovem, parecia ter o jogo na mão com 2-1, mas o Brasil mostrou, mais uma vez, poder de reação, muita resistência correr atrás do resultado, com bloqueio de Fabiana, escolhida a melhor do jogo, para selar o fim do jogo. A vitória em cinco sets, a quinta do Brasil em seis jogos, manteve o time na quinta posição com 12 pontos, enquanto China caiu para quarto lugar, atrás da Alemanha com 13. Paula Pequeno foi a maior pontuadora com 21 pontos. Ela foi acompanhada por Fabiana que computou 19 pontos. Para a China, Zhang Lei marcou 18 pontos, com Ruoqi e Yang Junjing com 17.
Mari continua claudicante.
Zé Roberto tenta mantê-la em quadra, até para não “perdê-la” de vez.
Um talento exuberante, mas até quando?
Não poderia começar de outra forma.
Muito melhor do usar o velho bordão “HAAAAAAAAJA CORAÇÃO” de um certo narrador ae .
O Brasil começou perdendo os dois primeiros sets diante de uma quase seleção juvenil da Sérvia. Sem contar com 4 titulares da final do último Europeu e provavelmente as 4 principais jogadoras da equipe (Ognjenovic, Nikolic, Brakocevic e Rasic). Nenhuma jogadora do Brasil tinha idade menor do que a média de 21 anos do time Sérvio. O time mostrou uma grande qualidade e fez uma belíssima apresentação contra o Brasil.
Em time que termina ganhando, começa jogando. E Fabíola dessa vez era titular.
O time do Brasil começou a partida com Fabiana, Fabíola, Paula Pequeno, Thaisa, Mari, Sheila e a líbero Fabi. Entraram no decorrer Dani Lins, Tandara, Sassá, Dani Lins e Camila Brait.
Mas apresentando uma apatia incomum, um abatimento visível, foram logo os 2 primeiros sets embora. A seleção brasileira mostrou poder de reação e, no tie-break, derrotou a Sérvia por 3 sets a 2 (21/25, 21/25, 25/18, 25/19 e 15/12), conhecendo sua quarta vitória na Copa do Mundo no Japão.
Recorremos a Sassá no lugar da “alma” da Mari, porque, como foi dito na transmissão, com a Mari na quadra, Brasil joga com 5.
E colocar Camila Brait como jogadora efetiva, sem ser na sua posição de origem, libero, pode parecer uma aura de professor Pardal do Zé Roberto, mas é a única solução pra dar volume de passe e defesa.
No resumo da ópera, vitória é vitória.
E que você também pode aprender vencendo. Pode sim tirar lições.
O brasil ganhou porque arriscou. Só ganha se arriscar.
Existe um mínimo de poder de reação.
Trocar de levantador nessa situação é meio, como no futebol, mudar o técnico.
É mais fácil queimar uma substituição do que 5!
Em todo caso, a Fabíola ou cometeu um pecado capital ou eu não entendo porque não é titular de vez.
Da mesma forma que a Dani Lins vinha sendo titular e acertadamente tinha que se dar tempo e experiência a ela. Paciência, não significa um demérito absurdo você sair de uma seleção e futuramente voltar.
Mas o problema, nem de longe são as levantadoras.
E por favor, parem por aqui as viúvas da Fernanda Venturini. POR FAVOR!!
Outro ponto que gostaria de ressaltar.
Há muito “preciosismo de paralela” no time do Brasil. Meio que Ronaldinho dando passe sem olhar. É exagerado. Toda bola, precisa de “um toque de classe”.
A Sérvia ataca pra frente, sem mudar a direção entre a mão e o corpo.
Falta chegar rasgando de frente na diagonal.
Foi levantado se o clima dentro da seleção é bom. E ae não se sabe se as jogadoras que estão estouradas, etc.
Se a instabilidade pela qual tem passado nossa seleção brasileira, se dá pelo cansaço fisico e mental. Como todo mundo sabe, Ze Roberto optou por ir com força maxima a todas competições visando preparar o time para a Copa do Mundo.
E ae, como diria Vicente Matheus, “é uma faca de dois legumes”.
Mas nesse caso, pra mim, o que é importante não é a resposta. É a pergunta.
Se a pergunta foi feita, é porque tem alguma coisa.
O próximo compromisso do Brasil será sexta-feira, contra a China, em Sapporo, novamente às 4 horas (horário de Brasília), com transmissão da Globo e do Sportv. IItália, Estados Unidos (que jogam nesta quarta contra Alemanha) e China estão à frente das brasileiras.
Confira outros jogos desta quarta-feira:
China 3 x 0 Argentina (25/10, 25/18 e 25/23)
Coreia 3 x 0 Quênia (25/21, 25/15 e 25/14)
Itália 3 x 0 Argélia (25/14, 25/14 e 25/15)
Alemanha marcou a maior vitória na Copa do Mundo até agora, quando derrubou as então invictas norte-americanas em 3 sets (32-30, 25-18, 26-24) nesta quarta-feira.
Maren Brinker recebeu o prêmio de melhor jogadora, depois de marcar 14 pontos. Angelina Grun foi a maior pontuadora com 21 pontos. Corina Ssuschke-Voigt também teve 14 pontos, enquanto Margareta Kozuch fez 10 para a Alemanha. Nos EUA, Desinee Hooker fez 18 pontos. Logan Tom e Foluke Akinradewo 14 e 11 pontos, respectivamente.
A copa do Mundo de vôlei começou dia 04.11.2011
Essa é a peça publicitária da competição que classifica os 3 primeiros para as olimpíadas de londres 2012.
Participam do clip:
Margareta Kozuch 14 – Alemanha
Clayton Stanley 13 – USA
Richard Lambourne 5 – USA
Ivan Zaytsev 9 – Italia
Simone Parodi 3 – Italia
Serena Ortolani 11 – Italia
Jelena Nikolic 1 – Servia
Maxim Mikhaylov 12 – Russia
Dmitriy Muserskiy 13 – Russia
Dmitriy Muserskiy 11 – Russia
Shinya Kimura 12 – Japão
Yoshie Takeshita 3 – Japão
Yimei Wang – China
Hui R. Q. 4 – China
No terceiro dia da Copa do Mundo, o Brasil conseguiu sua primeira vitória de peso. Apesar disso, o jogo foi uma gangorra, uma atuação oscilante em 3 sets a 1 (25/21, 23/25, 25/23 e 25/21) e quebrando a invencibilidade da Alemanha. Dessa vez, quase que finalmente, as centrais brasileiras apareceram bem. Thaisa foi a maior pontuadora do jogo com 18 pontos ao lado de uma grande atuação da ponteira Maren Brinker. Nesta segunda-feira, o time viaja para Toyama, onde disputará a segunda fase a partir de terça, dia 8. O próxima adversário será a Coreia do Sul. Com o resultado deste domingo, o Brasil fica com seis pontos, mesmo número da Alemanha.
A nota triste fica por conta da torção de tornozelo direito de Fernanda Garay. Ao descer de uma tentativa de bloqueio pisou em Christiane Furst e saiu de quadra carregada, chorando.
Apesar de começar a embalar e jogar melhor, uma coisa me chama a atenção, a falta de potência do Brasil.
Curiosa situação, porque, segundo relatos, as jogadoras estão mais fortes, pesando mais, mas seria de massa muscular.
Perto de outras seleções, nosso saque é bastante lento e simples.
Por mais que se tenha um flutuante, aqui, ali, toda seleção ter o mesmo padrão é um ponto falho. Salvo exceção a Sassa, única com um viagem forte. Mas também vem perdendo potência.
No ataque, muita meia batida, muita colocada.
E ninguém ponha apenas na conta da Dani Lins e Fabíola.
Veremos daqui pra frente.
Resultados deste domingo na Copa do Mundo
Em Hiroshima
Itália 3 x 0 República Dominicana – 28/26, 25/13 e 25/12
Argentina 3 x 1 Argélia – 25/18, 25/12, 20/25 e 25/16
China 3 x 2 Japão – 20/25, 25/19, 20/25, 25/23 e 15/13
Em Nagano
Sérvia 3 x 1 Quênia – 19/25, 25/22, 25/11 e 25/11
Brasil 3 x 1 Alemanha – 25/21, 23/25, 25/23 e 25/21
Estados Unidos 3 x 0 Coreia do Sul – 25/10, 25/12 e 25/23