Copa do Mundo 2014 – Fortaleza – Redação SPORTV

Filed Under (Esporte) by Jozil de Lima on 22-01-2012

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Quando alguém da Globo/Sportv critica algo que seja da FIFA/CBF, existe um misto de “até que fim!!” e “tá fazendo tipinho”.

Um ditado popular cai bem nessa hora: “quando a esmola é grande, o santo desconfia”.

A competência do cearense não é de hoje.
Mas a troco de que, tantos elogios, jogos importantes e essa visibilidade?

E faz me rir o Diário do Nordeste com esse jornalismo.

Tirando isso de lado, vamos ao que interessa.
Seja qual foi o motivo da crítica, falou nada mais que a verdade.
Aos que não sabem, quem vos escreve é um alencarino legítimo.

Os problemas de asfalto em Fortaleza são terríveis.
O recapiamento não passa daquela manta que nas primeiras chuvas, esfarela.
E finalmente alguém falou sobre o problema das lixeiras na cidade.
Simplesmente não existem!

Aos mais educados, guardam no bolso. Quem não é …

Existe muita falascia em cima dos estádios, preocupação, cronograma, etc.

Vamos falar sério, alguém está realmente preocupado que os estádios não vão estar prontos?
Sério?!!!
Eu poderia prometer as coisas mais absurdas, que perderia a aposta.

A única vez que passou por algo desse tipo, foi para a copa de 1986 que seria na Colombia.
Mas por segurança, puseram para o México em cima da hora.

No final das contas, falando da estrutura do evento, será perfeito. Podem escrever.
Agora, a um custo astronômico. Podem escrever de novo.

Você já mandou seu chefe tomar no cu?

Filed Under (Volley) by Jozil de Lima on 29-11-2011

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Pra quem conhece minha opinião sobre volêi, talvez se surpreenda com o que direi aqui.

Certa vez comentei com um amigo que Bernardinho faz o estilo “terra arrasada”.
Ganhar tudo e não deixar legado.
Posso estar cometendo um equívoco histórico. Mas isso não vem ao caso.

E até escrevi ultimamente que a postura dele estava mudada.
Não entendi o motivo.
“Que bicho mordeu ele?”

Bernardinho é do estilo que o erro é sempre seu e não mérito do adversário.
Toda bola, sem exceção, tinha reclamação.
Quem não se lembra na véspera da estréia em Pequim 2008, uma discussão que envolveu Bruninho, Gustavo e Bernardinho?
Já se ouvia falar desse desgaste entre técnico e jogadores.
Que os mais antigos aguentam, mas os novos não estavam muito afim desse regime.

Mas para a minha surpresa, notei diferença nessa Copa do Mundo.

O Brasil estará em Londres 2012 no vôlei masculino também.
Seja pela Copa do Mundo ou os outros pré-olímpicos.

Já começou a operação abafa e discurso ensaiado.
“Não é nada demais”, “Foi bom, porque uniu mais o grupo”, etc.
Que ninguém mascare o ocorrido.
E também não procure respostas com os jogadores e comissão técnica.
Afinal, alguém espera algo do tipo: “Ahhhh, mandei mesmo tomar no cu e se vier atrás, mando de novo” :P heheh

Se Serginho ou alguém ali tem razão, é outra história.
O que aconteceu ali foi um caso claro de insubordinação.
E você só faz isso porque não aguenta mais estar ali.
O velho “chutar o pau da barraca”.
Mas o pior da história foi ter dito “então joga nessa porra, caralho”.
Usar o verbo no imperativo é de se notar e ficar atento.

 

Copa do Mundo de Vôlei Feminino – Resumo da ópera

Filed Under (Volley) by Jozil de Lima on 15-11-2011

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Foi um resumo da ópera essa matéria do SPORTV News.

Essa comissão técnica tem crédito, é competente e tem vários pontos positivos.
A classificação olímpica virá.
Ainda se colocássemos uma seleção infanto no sulamericano e perdêssemos a vaga, ainda restaria uma última oportunidade em um pré-olímpico mundial próximo aos jogos.
Não somos o basquete aonde se comemora uma vaga para as olimpíadas.

Muito tem se falado de vaidade no grupo.
Mas que vaidade é essa?

Gente que não aceita o banco? Gente que não aceita outras atletas?

O declínio técnico de algumas jogadoras é visível.
E pra citar um exemplo, o futebol brasileiro, nas copas de 2006 e 2010, sofreu por morrer abraçado a jogadores, por causa do nome, do crédito e pelo que jogaram anos antes da competição.
Isso cai como uma luva na seleção feminina.

Muita gente talentosa, grupo que tem crédito, que “não pode ter desaprendido a jogar”, etc.
As frases são as mesmas.
O grande problema é se o resultado final também for.
No futebol, mantivemos o grupo e demos com os burros n’água.

Há 7 meses dos jogos teremos novidades nas peças do nosso jogo?
Como citei no último post, existe uma “aura de desrespeito” em sacar  algumas atletas por causa do desempenho.
E o problema está ae.
Em nome de quem se joga? Da seleção ou dos atletas?

Gostaria de novidades, mas quase cravo que será um “é o que tem pra hoje”.

Copa do Mundo de Vôlei Feminino – Brasil vs Japão (SPORTV) 13.11.2011

Filed Under (Volley) by Jozil de Lima on 13-11-2011

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Fecha a conta e passa a régua.

É o que dá fazer depois da derrota de ontem por 3 a 0 para o Japão (26/24, 25/19 e 25/23).
E lembrar que faz 1 ano de uma das maiores viradas desse exato time sobre o mesmo japão no campeonato mundial. Acrescentando, foram outros 3 a 0 em cima da Italia, com 25 a 7 no terceiro set.

Em quadra, como titulares, Fabíola, Sheilla, Fabiana, Thaisa e Fabi.
No jogo de hoje, a adição de Mari em nada acrescentou. E assim segue irreconhecível na Copa do Mundo.

Diante do Japão, o Brasil começou a partida até jogando bem. Liderou o placar em boa parte do primeiro set, mas cedeu a vitória no final.
No segundo set, a comissão técnica seguiu tentando fazer Mari jogar de qualquer forma. E não adianta. A troca por Sassá é mais que previsível e por vezes, chega tarde demais, 25/19.
O time tenta, mas os erros de ataque se sucedem, enquanto as japonesas conseguem manter volume de jogo. Em 25/23, tem a segunda derrota seguida por 3 a 0 e a vaga olímpica deve vir somente em outra competição.

Impressiona como basicamente o mesmo time do ano passado não consegue mais jogar bem. Em 2010, o restante do time-base era formado por Natália e Jaqueline, que, lesionadas, estão fora da Copa. Atualmente, Paula Pequeno e Mari são as titulares. Era para ter tamanha diferença? Definitivamente, não.

Os indices de aproveitamento em ataque são risíveis pra um time do nível da seleção brasileira. Curioso, pois sempre foi um fundamento naturalmente forte.

O clima dentro de quadra é nitidamente carregado. Ao mínimo sinal de dificuldade, o time desmorona.
Basta notar o close nas jogadoras depois de um insucesso.
As parciais foram até mais justas, mas a dificuldade em definir as jogadas é enorme. Inversamente proporcional a facilidade com que se toma os pontos.

José Roberto Guimarães e sua comissão técnica precisarão refletir muito na volta ao país.
Fica uma aura de “desrespeito” em pensar em sacar algumas campeãs olímpicas, mas é também falta de respeito o que jogadoras como Mari, Fabi, Fabiana, vem apresentando.
Podem ser talentosa, etc, mas “valeu pelos serviços prestados”, e é tchau e bença.
Um sentimento de “zona de conforto” na titularidade de algumas jogadoras se estabeleceu no time.

Em outros esportes, leia-se futebol, sabemos bem o que o declínio técnico 1 ano antes de uma competição top pode causar.

Jogadoras que estiveram na Copa Yeltsin se deram muito bem.
Priscila Daroit, Natasha, Ana Tiemi podem perfeitamente fazer parte do grupo, inclusive serem titulares.

Apenas assim vai poder sonhar com o bicampeonato olímpico.

Classificação, com pontos e jogos, com número de vitórias entre parênteses

1º Itália 23 e 8 (8)
2º EUA 21 e 8 (7)
3º China 19 e 8 (6)
4º Alemanha 18 e 8 (6)
5º Japão 16 e 8 (8)
6º Brasil 12 e 8 (5)
7º Sérvia 11 e 8 (3)
8º Argentina 9 e 8 (3)
9º República Dominicana 8 e 8 (3)
10º Coreia 4 e 8 (1)
11º Argélia 3 e 8 (1)
12º Quênia 0 e 8 (0)

Copa do Mundo de Vôlei Feminino – Brasil vs Italia (SPORTV) 12.11.2011

Filed Under (Volley) by Jozil de Lima on 12-11-2011

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Fica até complicado uma análise do jogo.
Foi um passeio completo da Itália. Um volume de jogo absurdo.
O famoso 3 x 0 sonoro (25-23, 25-16, 25-22).

O Brasil abusando de um preciosismo no ataque, meias batidas, tirando do bloqueio, paralela.
Sendo que o bloqueio italiano é baixo.
As ponteiras estão inoperantes.
A levantadora frita a cabeça pra imaginar que jogada fazer. Ficar alternando Fabíola e Dani Lins é trocar 6 por meia dúzia.
Digo e repito, o problema da seleção passa longe de ser de levantadora.

Chegamos a ter quase 50% de erros de ataque!! 50%!!

O saque está uma mãe. Paula Pequeno sacando do chão!!!
A única com saque minimamente eficaz é Sassá. A única com viagem. As demais, todas, com “saque tático”, que é mais passar pro outro lado.
O passe italiano trabalhou numa boa, tranquilo.
Aliás, Sassa em todos os jogos que entra, muda o panorama.

Adenizia, apesar de quase 10cm menos do que Fabiana, se mostrou muito mais dinâmica, rapida e salta demais.

E um pouco de cuidado quanto a caça as bruxas.
Um time que nos últimos anos, a pior classificação nas competições é 2º ou 3º não pode desaprender a jogar assim, de um instante para o outro.
Mas também, é público e notório que o problema passa além da esfera técnica. Foi levantada a bola lá no início do campeonato sobre problemas de relacionamento dentro do grupo.

O que fazer com a Mari?

Ela parece um zumbi em quadra.
E aqui ninguém está querendo ela toda serelepe. Até porque nunca foi o estilo dela.
Mas está visivelmente deslocada no grupo.

Zé Roberto e a comissão técnica tentam a todo custo fazê-la jogar.
Sai durante o set, retorna no início do outro. Volta a sair.
Entra a meia batida em quase todas as bolas. Pulando uma gilete deitada.
Parece sem vontade de estar ali. Incomodada por estar ali.

Mari é talentosa sim. Mas tudo tem limite também.
Mas o problema é ela?  Então saca ela?
Ou o problema são outras que não querem ela? E ae, saca as outras?
Como diria Vicente Matheus, uma faca de dois legumes.